DEMOCRACIA
Enquanto descíamos a Avenida da República, um amigo afirmava-me, para meu espanto, que acredita na existência da Democracia. No estado harmonioso, em que as forças sociais têm um peso equivalente, os tribunais aplicam imparcialmente as leis, as grandes empresas não interferem nos discursos dos políticos nem nas decisões editoriais dos jornais, em que a maioria das pessoas está disposta a aceitar a convivência pacífica com os que vivem de acordo com ideias diferentes das suas... Confesso que fiquei siderado, por me parecer evidente que o Estado em que vivemos se comporta como um corpo dominado pelas bactérias que o habitam: um dia podem estar a ganhar as que vêm nos anúncios dos iogurtes, mas enquanto isso, as patogénicas mordem o que apanham, provocam gases e arrotos, sonhando que o paraíso acontecerá no dia em que o corpo cair no chão. E elas se espalhem, se espalhem...
No fundo, tudo isto não passa de uma convulsão intestinal.
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
16 de novembro de 2004
SOZINHO EM CASA
Na Sic Notícias discute-se a ideia dos conservadores britânicos em financiar as mães que queiram ficar em casa a tomar conta dos filhos. Calculo que a notícia esteja a ser tratada porque o cds queira apresentar a proposta e comece a semear o terreno, via media. Contudo, parece-me haver alguma bondade na ideia. Lembro-me sempre da frustração que foi colocar um certo rebento num infantário quando nos apetecia ficar a tratar dele. Mas como o fazer se os donos dos empregos não estavam preparados para fornecer a nenhum de nós um horário flexível que permitisse a alternância? Parece-me excessivo o princípio da subvenção total do que foi a decisão de um casal. Nenhum de nós deverá ser obrigado a sustentar a numerosa prole do D.Duarte. Mas, se ele quiser ser ajudado financeiramente para que reine apenas das 14 h às 20h sem passar fome, estou disponível para aceitar a concessão de um apoio.
Sim, alguma coisa deve ser feita para acabar com o crescimento solitário e desamparado nos novos portugueses. E sim, algum desconforto financeiro deverá prevalecer (se for caso disso) quando se decide suspender o trabalho em prol da família. São escolhas.
Na Sic Notícias discute-se a ideia dos conservadores britânicos em financiar as mães que queiram ficar em casa a tomar conta dos filhos. Calculo que a notícia esteja a ser tratada porque o cds queira apresentar a proposta e comece a semear o terreno, via media. Contudo, parece-me haver alguma bondade na ideia. Lembro-me sempre da frustração que foi colocar um certo rebento num infantário quando nos apetecia ficar a tratar dele. Mas como o fazer se os donos dos empregos não estavam preparados para fornecer a nenhum de nós um horário flexível que permitisse a alternância? Parece-me excessivo o princípio da subvenção total do que foi a decisão de um casal. Nenhum de nós deverá ser obrigado a sustentar a numerosa prole do D.Duarte. Mas, se ele quiser ser ajudado financeiramente para que reine apenas das 14 h às 20h sem passar fome, estou disponível para aceitar a concessão de um apoio.
Sim, alguma coisa deve ser feita para acabar com o crescimento solitário e desamparado nos novos portugueses. E sim, algum desconforto financeiro deverá prevalecer (se for caso disso) quando se decide suspender o trabalho em prol da família. São escolhas.
14 de novembro de 2004
RYAN
Nem sempre os prémios do Cinanima recolhem a concordância geral. Não é o caso deste ano. O grande prémio foi para "Ryan", de Chris Landreth. Uma maravilhosa homenagem (misturando um virtuosismo técnico a um argumento bem calibrado) ao animador Ryan Larkin (que vive nas ruas de Montreal). Mais detalhes aqui.
Nem sempre os prémios do Cinanima recolhem a concordância geral. Não é o caso deste ano. O grande prémio foi para "Ryan", de Chris Landreth. Uma maravilhosa homenagem (misturando um virtuosismo técnico a um argumento bem calibrado) ao animador Ryan Larkin (que vive nas ruas de Montreal). Mais detalhes aqui.
13 de novembro de 2004
ANIMAÇÃO (de Espinho)
Este ano está sol. E o mar continua cá, logo depois da linha férrea.
Sobre os filmes é sempre complicado falar. Apetece sempre pôr a coisa em termos de Melhor e Pior.
Sem isso, registo que gostei bastante de"Peixes", de Mirek Nisenbaum, ou como o Titanic permite sempre novas versões. "1916", de Fabien Bedouel (já visto no Indie) reconfirmou os seus méritos.E ainda "Le portefeuille" de Vincent Bierreweaerts ou como um homem se pode desdobrar sem deixar de ser ele (citando o poeta favorito dos brasileiros, portanto...). As deliciosas entrevistas de Nick Park "Creatures Confort" deixaram o público morno, sem perderem a sua genialidade. Ou serei eu que adoro ver bichos a falarem como homens...
Este ano está sol. E o mar continua cá, logo depois da linha férrea.
Sobre os filmes é sempre complicado falar. Apetece sempre pôr a coisa em termos de Melhor e Pior.
Sem isso, registo que gostei bastante de"Peixes", de Mirek Nisenbaum, ou como o Titanic permite sempre novas versões. "1916", de Fabien Bedouel (já visto no Indie) reconfirmou os seus méritos.E ainda "Le portefeuille" de Vincent Bierreweaerts ou como um homem se pode desdobrar sem deixar de ser ele (citando o poeta favorito dos brasileiros, portanto...). As deliciosas entrevistas de Nick Park "Creatures Confort" deixaram o público morno, sem perderem a sua genialidade. Ou serei eu que adoro ver bichos a falarem como homens...
10 de novembro de 2004
está frio. não sei se isto já é inverno, nunca soube quando é que poderíamos deixar de ficar tristes com o strip das folhas e começar a bater dente... não sei essas coisas; falta-me o gosto para verificar as autorizações. mas de onde escrevo é inverno, mesmo se não foi um dia desprovido de lareira, ou pequenos fogos que foram ardendo junto às horas e às coisas com que as preenchi. é inverno porque o meu gato diz que sim e se esconde por baixo de tudo o que se assemelhe a um cobertor. e os bichos sabem sempre melhor do que nós o nome das estações e as coisas que contam na vida: o corpo abrigado, o sexo quando faz falta e o roçar diário - várias vezes ao dia, até - pelas pernas de quem se gosta. está frio. encolheram-se-me as maiúsculas.
9 de novembro de 2004
TV E POLÍTICA
Na TVE internacional o ministro da justiça espanhol debate com pessoas de diferentes quadrantes algumas das medidas mais polémicas a que se propôem. Da iluminação perfeita, ao som cristalino da televisão pública, passando pela maneira educada, moderna e viva como o debate foi conduzido e mantido por todos, recebo em cheio na cara a qualidade dos debates políticos que nos servem. E dos que se intitulam como nossos políticos.
Era como se estivesse a ver comer um jantar refinado de cinco pratos, enquanto no meu país me servem batatas frias com bife duro da véspera...
Na TVE internacional o ministro da justiça espanhol debate com pessoas de diferentes quadrantes algumas das medidas mais polémicas a que se propôem. Da iluminação perfeita, ao som cristalino da televisão pública, passando pela maneira educada, moderna e viva como o debate foi conduzido e mantido por todos, recebo em cheio na cara a qualidade dos debates políticos que nos servem. E dos que se intitulam como nossos políticos.
Era como se estivesse a ver comer um jantar refinado de cinco pratos, enquanto no meu país me servem batatas frias com bife duro da véspera...
DOURAR A PILÚLA
O delegado de propaganda médica que acusou a mãe da Aspirina de andar a assediar médicos com luvas não-cirúrgicas estará maluquinho. Segundo a informação que o Correio da Manhã comprou a um funcionário do Tribunal, o homem andaria a telefonar a si próprio e ao advogado mega-esquerdino (esta última parte parece-me a mais assustadora, já que não consigo imaginar ninguém com vontade de telefonar ao Garcia Pereira...). Ou me engano muito, ou isto ainda acaba com a Bayer a perdoar ao seu agapito, alegando que só um tipo que toma os seus medicamentos de forma intensiva se lembraria de alegar que eles fariam o que fosse preciso para aumentar os milhões que ganham com a desgraça humana...
O delegado de propaganda médica que acusou a mãe da Aspirina de andar a assediar médicos com luvas não-cirúrgicas estará maluquinho. Segundo a informação que o Correio da Manhã comprou a um funcionário do Tribunal, o homem andaria a telefonar a si próprio e ao advogado mega-esquerdino (esta última parte parece-me a mais assustadora, já que não consigo imaginar ninguém com vontade de telefonar ao Garcia Pereira...). Ou me engano muito, ou isto ainda acaba com a Bayer a perdoar ao seu agapito, alegando que só um tipo que toma os seus medicamentos de forma intensiva se lembraria de alegar que eles fariam o que fosse preciso para aumentar os milhões que ganham com a desgraça humana...
PRAXES
O caso da rapariga que não achou graça ser assaltada pela trupe fadanga do Instituto Agrário foi parar a tribunal. A senhora do Conselho Directivo lá se veio mostrar surpreendida, já que a rapaziada tinha sido castigada na altura com 15 dias de férias. E alguns estudantes actuais também vieram mostrar-se indignados com tanta falta de consciência sobre o que são as alegrias do estudo. Mas a melhor veio de um senhor que lá trabalha que disse com ar de desprezo: "esfregar estrume na cara é normalíssimo!". Sim e decapitar gente na Arábia Saudita também.
O caso da rapariga que não achou graça ser assaltada pela trupe fadanga do Instituto Agrário foi parar a tribunal. A senhora do Conselho Directivo lá se veio mostrar surpreendida, já que a rapaziada tinha sido castigada na altura com 15 dias de férias. E alguns estudantes actuais também vieram mostrar-se indignados com tanta falta de consciência sobre o que são as alegrias do estudo. Mas a melhor veio de um senhor que lá trabalha que disse com ar de desprezo: "esfregar estrume na cara é normalíssimo!". Sim e decapitar gente na Arábia Saudita também.
7 de novembro de 2004
ANIMAÇÃO
Para os apreciadores de filmes de animação está a chegar a época da caça. O Cinanima (Festival de Cinema de Animação de Espinho) começa na próxima semana. Para quem gosta de curtas ( este ano, vão estar presentes algumas longas com interesse, igualmente), vale a pena rumar a Norte (ou a Sul, para os amigos da ponta superior do rectângulo) e ir passar lá uns dias. O cinema é bom, a seleccção também, as pessoas são acolhedoras e - por Zeus!- come-se bem, ou não estivéssemos em terra de bom garfo :)
Para os apreciadores de filmes de animação está a chegar a época da caça. O Cinanima (Festival de Cinema de Animação de Espinho) começa na próxima semana. Para quem gosta de curtas ( este ano, vão estar presentes algumas longas com interesse, igualmente), vale a pena rumar a Norte (ou a Sul, para os amigos da ponta superior do rectângulo) e ir passar lá uns dias. O cinema é bom, a seleccção também, as pessoas são acolhedoras e - por Zeus!- come-se bem, ou não estivéssemos em terra de bom garfo :)
INIMIGO PÚBLICO
Está cada dia melhor, o suplemento do Público. O dossier do J.Pina sobre a "Task force" para eleger um papa português, esta semana, foi de mais. Lol!
O cartoon do A. Jorge Gonçalves representando o presidente da América montado num elefante que esmaga gente, também está óptimo. Ou não fosse ele um nos melhores artistas gráficos portugueses.
Está cada dia melhor, o suplemento do Público. O dossier do J.Pina sobre a "Task force" para eleger um papa português, esta semana, foi de mais. Lol!
O cartoon do A. Jorge Gonçalves representando o presidente da América montado num elefante que esmaga gente, também está óptimo. Ou não fosse ele um nos melhores artistas gráficos portugueses.
LIVROS
Reparo, agora, que ultimamente não falo de livros. Como se não lesse. De filmes, sim, do país idem, mas de livros não. E contudo, tenho sempre alguns à cabeceira e outros à mão, enquanto desespero pelos/nos autocarros. Deve ser aquela coisa de não precisar sempre de estar a falar no nome dos amigos verdadeiros. Estando eles sempre connosco.
Reparo, agora, que ultimamente não falo de livros. Como se não lesse. De filmes, sim, do país idem, mas de livros não. E contudo, tenho sempre alguns à cabeceira e outros à mão, enquanto desespero pelos/nos autocarros. Deve ser aquela coisa de não precisar sempre de estar a falar no nome dos amigos verdadeiros. Estando eles sempre connosco.
4 de novembro de 2004
PROMOÇÕES
Só no outro dia, ao vê-lo na sua visita à Fraca Autoridade para a Comunicação Social, é que me apercebi que o Luis Delgado já tinha trepado até ao topo da PT (foi bonito ver toda a gente a jurar que o poder económico nunca iria interferir para favorecer um governo que o idolatra...). Ainda bem para ele, pois parece-me simbolizar bem o momento que o país atravessa.
Agora... se o Paulo Cardoso ou a Maya vierem reclamar postos iguais por serem tão bons adivinhos como ele, não se admirem...
Só no outro dia, ao vê-lo na sua visita à Fraca Autoridade para a Comunicação Social, é que me apercebi que o Luis Delgado já tinha trepado até ao topo da PT (foi bonito ver toda a gente a jurar que o poder económico nunca iria interferir para favorecer um governo que o idolatra...). Ainda bem para ele, pois parece-me simbolizar bem o momento que o país atravessa.
Agora... se o Paulo Cardoso ou a Maya vierem reclamar postos iguais por serem tão bons adivinhos como ele, não se admirem...
ELOGIO DA DELAÇÃO
Muito bem terá feito o enfermeiro que denunciou a desgraçada de 17 anos que abortou. Quando morrer vai ser recebido no Céu pelos meninos do PP, de gravatinhas azuis e asas muito lavadinhas. E com um bocadinho de sorte, ainda pode entrar para criadito da Nogueira Pinto, na sua mansão celestial.
Quanto aos que se indignaram com a denúncia, peço um pouco de caridade: o senhor não tem culpa de ter saltado na escola, a parte que referia o direito do doente ao sigilo. Ou até, todo o capítulo de ética.
Muito bem terá feito o enfermeiro que denunciou a desgraçada de 17 anos que abortou. Quando morrer vai ser recebido no Céu pelos meninos do PP, de gravatinhas azuis e asas muito lavadinhas. E com um bocadinho de sorte, ainda pode entrar para criadito da Nogueira Pinto, na sua mansão celestial.
Quanto aos que se indignaram com a denúncia, peço um pouco de caridade: o senhor não tem culpa de ter saltado na escola, a parte que referia o direito do doente ao sigilo. Ou até, todo o capítulo de ética.
1 de novembro de 2004
DOC LISBOA
Por razões de algum desânimo moral e de excesso de trabalho só pude assistir aos filmes de abertura e de encerramento. Mas pelo que fui constantando o festival correu muito bem. Cerca de 15000 pessoas assistiram aos filmes.
Gostei da cerimónia de encerramento. Por estar cheia e porque serviu entre outras coisas para várias pessoas se manifestarem sobre o momento político que atravessamos e da forma como o documentário deverá ser cada vez mais uma forma de revelar o presente em vez de urna das coisas passadas. O jovem realizador premiado com o seu documentário sobre Cesariny (não fixei o nome, mas já vou ver e corrijo...) fez uma declaração interessante que nos remeteu para a nossa passividade. O aplauso que se seguiu é bem revelador da forma como um governo cretino nos está a obrigar a radicalizar o discurso...
O filme de encerramento, O MUNDO SEGUNDO BUSH, não é brilhante. E tendencioso. Mas ainda assim cumpre uma missão de alerta a que não podemos ficar indiferente. Uma saudação aos programadores da RTP que tendo lido o programa do DOC acharam que passar NA MESMA NOITE esse documentário era uma ideia brilhante... Enfim... São artistas portugueses e ainda devem lavar as dentaduras com Pasta Medicinal Couto.
Por razões de algum desânimo moral e de excesso de trabalho só pude assistir aos filmes de abertura e de encerramento. Mas pelo que fui constantando o festival correu muito bem. Cerca de 15000 pessoas assistiram aos filmes.
Gostei da cerimónia de encerramento. Por estar cheia e porque serviu entre outras coisas para várias pessoas se manifestarem sobre o momento político que atravessamos e da forma como o documentário deverá ser cada vez mais uma forma de revelar o presente em vez de urna das coisas passadas. O jovem realizador premiado com o seu documentário sobre Cesariny (não fixei o nome, mas já vou ver e corrijo...) fez uma declaração interessante que nos remeteu para a nossa passividade. O aplauso que se seguiu é bem revelador da forma como um governo cretino nos está a obrigar a radicalizar o discurso...
O filme de encerramento, O MUNDO SEGUNDO BUSH, não é brilhante. E tendencioso. Mas ainda assim cumpre uma missão de alerta a que não podemos ficar indiferente. Uma saudação aos programadores da RTP que tendo lido o programa do DOC acharam que passar NA MESMA NOITE esse documentário era uma ideia brilhante... Enfim... São artistas portugueses e ainda devem lavar as dentaduras com Pasta Medicinal Couto.
KISS ME 2
A fotografia é óptima, a música adequada e a modelo-protagonista portou-se bem. Erro clamoroso de casting na figura da mãe, que atira com ar pugente "Volta para o teu marido, Laura" (a frase é minha, de facto, embora dita por esta actriz tenha soado como se um dos Távoras estivesse a gritar do garrote). A reconstituição também está bem.
E, aqui e ali, o realizador conseguiu convencer-nos com aquela Laura-Rose, perversa e bela.
A fotografia é óptima, a música adequada e a modelo-protagonista portou-se bem. Erro clamoroso de casting na figura da mãe, que atira com ar pugente "Volta para o teu marido, Laura" (a frase é minha, de facto, embora dita por esta actriz tenha soado como se um dos Távoras estivesse a gritar do garrote). A reconstituição também está bem.
E, aqui e ali, o realizador conseguiu convencer-nos com aquela Laura-Rose, perversa e bela.
KISS ME 1
Não assisti à rodagem, nem à montagem do filme de António da C. Telles, ao qual emprestei (como outras pessoas) o meu nome enquanto argumentista.
Depois da antestreia, com toda a serenidade, gostaria apenas de me demarcar do resultado final. O argumento que vemos transportado em imagens está longe do que me foi solicitado e cumprido. Foi adulterado em excesso, carregado de diálogos simplistas e evidenciado no acumular de personagens.
Agradecia que sempre que se referissem a este filme, no que toca à estrutura e diálogos, omitissem o meu nome. É que não fui tido nem achado naquilo que chegou aos actores.
Não assisti à rodagem, nem à montagem do filme de António da C. Telles, ao qual emprestei (como outras pessoas) o meu nome enquanto argumentista.
Depois da antestreia, com toda a serenidade, gostaria apenas de me demarcar do resultado final. O argumento que vemos transportado em imagens está longe do que me foi solicitado e cumprido. Foi adulterado em excesso, carregado de diálogos simplistas e evidenciado no acumular de personagens.
Agradecia que sempre que se referissem a este filme, no que toca à estrutura e diálogos, omitissem o meu nome. É que não fui tido nem achado naquilo que chegou aos actores.
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